quinta-feira, 8 de março de 2012

A poesia tentou durante anos chamar minha atenção, mudar o meu pensamento. Mas foi tudo em vão, nunca conseguiram me convencer de que o amor existia. Para mim, esse sentimento não passava de invenção dos poetas malucos. Um meio de lamentar os problemas da vida. Sempre preferi a praticidade. Aquele amor narrado nas poesias era alegoria demais, muita dor, discursos melosos...
A vida me ensinou a ser racional. O coração pra mim não passava de um órgão do corpo humano, importantíssimo, reconheço como apreciador da ciência. Aquele coração de que os poetas falavam só existia, em minha concepção, naqueles escritos chatos que teimavam em perambular por todos os lugares e em todas as formas de comunicação. Poesia, poesia, amor... Para mim era invenção dos poetas.
Mas a vida dá voltas e os seres humanos são uma constante metamorfose, diz a ciência e eu confio. E os poetas? Seguiam escrevendo coisas de amor. Comecei a relê-los em pensamento e já não achava tão sem fundamento aquele amontoado de palavras bonitas.
Meu coração deixou de ser apenas um órgão. O amor deixou de ser invenção dos poetas. Por quê?
E não é que ela apareceu. Aquele ser que eles – os poetas – sempre falavam apareceu. Seu nome não era Julieta, ou Helena, nem Maria. Não era perfeita como as damas da poesia. Seu nome vinha de sua graça. Chegou arrebentando meu coração (não apenas o órgão, este, por sinal acho que até melhorou)... Como a neblina que transforma a paisagem modificou minha vida, meu modo de ver o mundo e até a minha forma de sentir.
Agora entendo que os poetas tinham razão... o amor e a paixão nos levam a escrever palavras bonitas... rabiscar ou clicar usando os sentimentos...
Escreve , não com os dedos rapidamente no computador, mas escreve com o coração palpitando forte por ti. As batidas do meu coração são muito mais rápidas do que as batidas dos dedos nos teclados.
Te Amo Graci!
Parabéns pela esposa, mãe, filha e pessoa que tenho ao meu lado!
Feliz Dia Internacional da Mulher

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